REQUIEN GRANULAR ___________________________________________________________________________________________
TRILOGIA [S] ________________________________________
VALVERDE ______________________________________________________________________
CONTATO
BIO
INTERIOR _______________________________
DEPOIS DE JUNHO
EIN KLÖTZEL ARCHIV__________________________
ein klötzel archiv/
diapositivos/
1955 - 2015/
METEORA I _________________________
METEORA II _________________________
METEORA III _________________________
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Algum tempo após a morte de meu pai, encontrei em meio às suas coisas, slides com fotografias antigas feitas por ele.
Por anos passei namorando este grupo de fotografias e sua visualidade pictórica que se tornou um encanto para mim; me apaixonei pelo sentimento de proximidade que sentia com aquelas imagens até então desconhecidas. Abria a caixa de metal e tomava emprestado o olhar que por um lado é alheio, que conta uma história que não a minha; mas por outro lado é tão próximo que conta quase exatamente a minha história ou, melhor dizendo: a história linearmente anterior à minha.
Uma forma de ready made, found art encontrada no meu universo pessoal. Dentro de um processo legítimo de aproxi- mação onde me permiti atribuir às imagens o significado que elas faziam aflorar em mim, me apropriei do trabalho com naturalidade. Ele me era próximo. E não era uma proximidade apenas material. O próprio olhar, a maneira de construir os enquadramentos, os pontos de vista e objetos escolhidos, todos me eram familiares.
Havia nesse conjunto dois tipos de imagens: fotografias feitas ao longo de muitas viagens pelo mundo; e fotografias feitas com as plantas e outros pequenos objetos no jardim de casa. Um olhar para fora, para o mundo gigante - onde eu estava sempre ausente – e um olhar para dentro, para pequenos detalhes – quando eu, criança, muitas vezes presenciava sem entender o que ele fazia.
Este trabalho não é sobre memória pessoal, não há imagens de família compartilhadas; o que compartilho é o olhar que me é familiar somado à importante ação do tempo sobre ele. Fungos, mofo, sujeira, molduras que começam a se decompor transformam as imagens em objetos. Elas deixam de ser as construções de um fotógrafo para se tornarem sujeitos de uma história. Este olhar, hoje talvez já um pouco naif, soube esperar a ação do tempo e suas camadas manifestas em minúsculos fragmentos de poeira, que ampliados se tornam enormes testemunhos da ação do tempo. Inexorável, implacável. Um depoimento atestando que o tempo passou é uma garantia de que se viveu.
INTEMPESTA __________________________
CERNE ____________________________
AUDIO TIMELAPSES _____________________________________________
UM SÓ CADERNO___________________
EL PARSIFAL ENTRE DOS CAMPANAS_